Preconceito Linguístico

Enviada em 07/06/2019

Conheça antes de julgar

O preconceito linguístico se baseia principalmente na crença de que só existe uma única linguagem digna ser correta e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Tal mentalidade, encurte um ideal de que qualquer circunstância em que a gramática oficial não esteja devidamente empregada, o uso da língua esteja errado. Ademais, idealistas que acreditam nisso aprofundam argumentos com teorias que variam de falta de modos de educação à discriminação região e social severa.

Na sociedade moderna, há divisões de grupos sociais nos quais todos se inserem em diferentes em determinado momento. A título de exemplo, cada cidadão poderá ter um grupos familiar, religioso, de lazer e político também. Em cada um, requere-se um certo coloquialismo vocabular, amostra, dificilmente dirá-se ao grupo político algo da mesma maneira que falaria com um colega de lazer, mesmo que seja de mesmo significado. Destarte, pode ser que nenhum dos modos de dizer conste na gramática oficial da língua português, o que pode ser considerado por alguém como um “erro” de português, apesar de que aplicar apenas um modo de fala para todas as esferas seja minimamente “estranho” ou até utópico.

Um país de proporções continentais como o Brasil, e de diferenças sociais visíveis variando de região, além da existência de línguas africanas trazidas para cá e idiomas indígenas presentes em determinados pontos que ainda não foram extintas; cria-se uma imensa variedade no modo de usar a língua português. Como o escritor português José Saramago disse: “Não há uma língua portuguesa, há línguas em português”. Entretanto, esta riqueza linguística é usada como argumento de inferioridade intelectual contra determinadas regiões, grupos sociais ou econômicos.

Sendo assim, tendo em vista que o preconceito linguístico é intrinsecamente ligada à xenofobia e modos comportamentais. Precisa-se que, ONGs estabeleçam um projeto de intercâmbio trabalhista que se chamará “ressignificar”. Neste programa, funcionários de diferentes lugares e formalidades que consiga exercer exercer outros funções poderão temporariamente experimentar a profissão do outro em sua terminada cidade. Assim, haverá uma certa expansão na consciência dos encaminhados a isso. O que mudará drasticamente a perspectiva de convivência com lugares e circunstâncias em que a linguística é aplicada.