Preconceito Linguístico

Enviada em 08/05/2019

A própria formação da cultura brasileira foi feita de modo intolerante. Em que colonizadores portugueses ao chegarem ao Brasil impuseram sua língua e costumes aos nativos, construindo uma ideia hierárquica entre os mesmos, e desse modo perpetuando o ideário do “fardo civilizatório do homem branco”.

Essa infeliz realidade se manifesta atualmente, por meio do uso da língua como instrumento de poder, ideia já defendida por Lima Barreto, em que por meio do assédio linguístico, oportunidades de ascensão socioeconômicas e de uso da voz  são restringidas aos que não dominam a norma culta da língua. Assim intensificando a desigualdade já existente no país.

Não se pode abster também do importante discurso de Evanildo Bechara no qual diz, que um bom falante é poliglota em sua própria língua. Assim não existe o certo e o errado, mas a adequação linguística de acordo com a situação. Desse modo destacando a ausência de sentido quanto ao preconceito linguístico, pois a pluralidade também enriquece o vocabulário.

Portanto é indubitável a necessidade de intervenção governamental para o combate dessa problemática. Por meio da promoção de propagandas que conscientizem a população quanto a exclusão causada por essa intolerância e sobre a importância da valorização da variação linguística para o enriquecimento da língua. De modo que atinja diversos públicos, tendo como objetivo a construção de uma sociedade mais inclusiva e com menos segregação.