Preconceito Linguístico
Enviada em 10/05/2019
No Gibi da Turma da Mônica, o autor Mauricio de Souza retrata o Chico Bento, personagem que sofre preconceito pelo seu vocabulário. Desta forma, é nítido que a diferença linguística não só repercute nas histórias em quadrinhos, mas também, na realidade brasileira, uma vez que foi estabelecido um “padrão linguístico elitizado” distinguindo o que é certo ou errado. Assim, é preciso analisar como a diferença de classes e a variação linguística contribuem para a persistência dessa problematização no Brasil.
Em primeiro lugar, é indubitável que a negligência para com o preconceito linguístico esteja entre as causas do problema. Na perspectiva da filosofia contratualista, o Estado foi criado para assegurar o direito dos homens e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, essa não é a realidade no Brasil, uma vez que a diferenças de classes interfere na comunicação, excluindo pessoas pela associação da dicção como uma processo de boa conduta econômica e social. Desse modo, enquanto a omissão estatal for regra, o desprezo da fala, lamentavelmente, será exceção no Brasil.
Em segundo lugar, destaca-se a variação linguística como impulsionador da mudança do dialeto. Isso porque as pessoas acabam tendo indiferença quando escutam a fala de outras, tirando conclusões que somente seu vocabulário é adequado. Com isso, é evidenciado a e referência sociolinguística como exemplificação disso pois, é defendido que a língua portuguesa sofre constantes variações, mostrando então, que não há modo correto de falar, mas que contém a língua portuguesa estudada gramaticalmente, que até então é cobrada como estudo didaticamente em escolas e universidades. Portanto, é imperativo que o Ministério da Educação, que tem como função social regrar e organizar a sociedade por intermédio da educação, proporcione em todas as escolas e universidades brasileiras palestras e ações voltadas ao preconceito linguístico, com participação de especialistas como: professores, metre e doutores, por meio de projetos que auxiliam na mudança comportamental em relação ao tema proposto, a fim de atenuar essa questão no Brasil e, assim finalmente, histórias de discriminação do linguajar como a do Cascão da Turma da Mônica ficarão apenas nos Gibis.