Preconceito Linguístico
Enviada em 17/05/2019
Preconceito linguístico é o desrespeito às variações linguísticas dos falantes do mesmo idioma, ou seja, é a discriminação realizada por nativos de dialetos idênticos, além disso, essas cismas podem ocorrer de modo nacional ou internacional, por exemplo, Brasil, Angola e Portugal, estes países possuem a mesma língua materna, o português, mas, as diversificações de linguajar são diferentes. É notório que este problema provém de diversos outros dilemas, como intolerância: socioeconômica, regional, cultural e racismo, ou seja, a principal consequência da rejeição dialética é a acentuação dos demais prejulgamentos a ele relacionados.
Primeiramente, segundo o Professor Marcos Bagno, na obra Preconceito Linguístico: o que é, como se faz , o preconceito linguístico deriva da construção de um padrão imposto por uma elite econômica e intelectual que considera como “erro” e, consequentemente, reprovável tudo que se diferencie desse modelo. Certamente, há normas gramaticais que devem ser respeitadas, mas, nem sempre a língua culta é praticada entre os brasileiros, se fala mais a língua informal, caracterizada pelas condições regionais e sociais da pessoa.
Além disso, a mídia brasileira deprecia ou enaltece algumas formas de falar, ao apresentar um personagem, por exemplo, pobre falando gramaticalmente errado, cria-se a ideia de que toda pessoa de condições sociais baixas são ignorantes, ou um nordestino de forma rude, bárbara, conforme afirma o Professor Marcos Bagno, em seu livro.
Em última análise, o art.º 5, inciso IX, da Constituição Federal Brasileira de 1988, prevê a liberdade de expressão e comunicação sem qualquer constrangimento.
Portanto, para sanar a ideologia de diferença linguística é necessário desde a educação infantil ensinar as diversidades regionais e respeita-las. Pode ser feito um projeto de lei pelos Deputados prevendo uma disciplina escolar que ensine a diversidade cultura.