Preconceito Linguístico
Enviada em 18/05/2019
Durante o século XIX, surgiu o parnasianismo, uma escola literária na qual os poetas valorizavam o “culto da forma” e buscavam a perfeição por meio da escrita e da fala; Concomitante, o realismo tinha poemas que utilizavam a “linguagem informal” que era considerada “vulgar” pelos parnasianos. Igualmente, o preconceito linguístico é ligado à norma culta, aquele que não fala ou escreve conforme os padrões é considerado “caipira, chucro” e provoca riso.
A priori, deve-se ressaltar que esse tipo de preconceito impacta na cultura brasileira, visto que essa é formada por diversas etnias e diferentes linguagens que se tornaram somente uma, e segundo o linguista brasileiro Marco Bagno, autor do livro “Preconceito Linguístico, não há forma certa ou errada dos usos da língua portuguesa, já que toda língua é mutável e se adapta ao longo do tempo.
Outrossim, essa problemática ainda é pouco abordada nas instituições de ensino, sendo considerada algo normal e rotineiro, entretanto, dados estatísticos do site Monografias Brasil comprovam que 64% dos estudantes têm medo de se expressar diante da turma, devido a maneira de falar. Além disso, a mídia aborda os personagens com sotaque nordestino como provocadores de riso, os ridicularizam e os excluem.
Portanto, torna-se fundamental uma ação conjunta entre o Ministério da Educação e escolas, na qual esses, por meio de palestras, materiais didáticos e livros de diferentes gêneros, devem orientar e mostrar aos estudantes que na língua portuguesa há variantes históricas, estilísticas, geográficas e sociais que devem ser respeitadas e não deve haver preconceito em cima disso. Como também, a mídia, por meio de novelas, deve ser mais democrática e exercer uma função de guia entre as variedades linguísticas. Somente assim, o preconceito linguístico será combatido e as variedades serão respeitadas.