Preconceito Linguístico
Enviada em 17/05/2019
Desde o século XV, em que o Brasil passou pelo Período de Colonização, o país recebeu várias influências externas, que contribuíram para a cultura atual e uma delas, trata acerca das variantes linguísticas. Porém, mesmo tratando-se de um país totalmente miscigenado, o preconceito linguístico ainda é muito recorrente, pela falta de respeito a essas variantes, gerando assim um modelo idealizado de língua falada e um sentimento de ascensão social.
Visto que no Brasil há diferenças nas comunicações, dependendo da região em que se encontra, existe ainda o pensamento de que a norma culta é considerada a única forma correta de fala. Como exemplo, o escritor Marcos Bagno faz uma comparação de que a língua é como um iceberg, em que a ponta visível é a normal padrão e a emergente é toda a parte que as pessoas desconsideram, como as gírias, sotaques e dialetos regionais. A consequência disso, é que quando desconsideramos esta parte submersa, pode ocasionar um atrito, sendo este uma agressão verbal, psíquica ou até física, contra o falante.
Outrossim, relacionado à discriminação da comunicação, é a sensação de superioridade e ascensão social que a norma culta traz as pessoas. De acordo com este fato, o portal de notícias G1, exemplifica o caso do médico Guilherme Capel que expôs em suas redes sociais uma fala de sua paciente, em que ela disse “pleumonia e raôxis”, gerando críticas e deboches a ela. Como conseguinte desta exposição, gerou-se um incentivo à pratica de preconceito linguístico e intolerância no mundo virtual, e que pode ser facilmente viralizada.
Portanto, para que as variantes linguísticas conquistadas desde o Período Colonial sejam respeitadas. Faz-se necessário, que o Ministério da Educação junto ao Ministério da Cultura, promovam temas e materiais que exemplifique as diferenças linguísticas de cada região do país, para que sejam feitos debates nas escolas e companhas públicas, exibidas em canais de comunicação como Globo, Record e SBT. Com isso, miniminizará o preconceito gerado pela ascensão da normal padrão. Sendo assim, a linguagem, que é flexível e passível a mudanças, cumprirá o seu principal objetivo, que é a comunicação sem julgamentos e desconsiderações.