Preconceito Linguístico
Enviada em 19/05/2019
O livro ‘‘Preconceito Linguístico’’, do autor Marcos Bagno, alavanca discussões acerca de tal dilema que assola muitos brasileiros.Nesse sentido, a intolerância quanto ao modo de outra pessoa se comunicar deriva tanto de motivos históricos, quanto de um currículo escolar inadequado.Assim, cabe analisar as causas para poder resolvê-las.
Em primeiro lugar, o Brasil, desde a colonização, está permeado com o preconceito da língua- que tende à acentuar também o preconceito social, racial e econômico.Um exemplo disso, refere-se ao repúdio sofrido pelos indígenas com a chegada dos portugueses que além de discriminar a linguagem dos nativos, queriam que eles aprendessem o modo de falar do europeu.Nessa situação, importava apenas a posição do Eurocentrismo, quem não seguia o modelo colonizador era vítima da intolerância, seja ela linguística ou social
Em segundo lugar, o currículo dos centros de ensino é projetado, na maioria das vezes, apenas no que se refere à modalidade culta da língua portuguesa.Logo, a escola não capacita o aluno em entender as inúmeras variações linguísticas existentes em uma sociedade.Com isso, o livro ‘‘Preconceito Linguístico, do autor e professor Marcos Bagno, traz a importância de ensinar a diversidade dos dialetos brasileiros em prol da inclusão social de todos os cidadãos.
Diante dos fatos mencionados, depreende-se que a escola é a principal responsável por resolver o problema do preconceito linguístico.Portanto, uma alternativa indispensável é o Ministério da Educação criar um projeto.Por meio dele, que deve se chamar ‘‘Variedades Faladas’’, os professores da área de ciências humanas aprenderão como inserir as variações da língua no currículo escolar.Isso, por meio de obras literárias e aulas de história- a fim de capacitar o aluno a entender que não existe certo ou errado, mas sim que a forma adequada de se comunicar está diretamente ligada a situação que o falante se encontra.Assim, banir-se-á o preconceito linguístico do corpo social.