Preconceito Linguístico

Enviada em 19/05/2019

Preconceito linguístico é sinônimo de intolerância. E esta se torna presente naquelas pessoas que possuem um domínio da norma culta gramatical sobre aquelas que, por algum motivo, acabam errando na oralidade da palavra. Mas, afinal, quais os aspectos que levam ao erro da pronúncia e escrita? e como os episódios de inflexibilidade afetam os menos desfavorecidos?

Em primeiro lugar, o Brasil possui um território de aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados o que leva a criação de cinco regiões; sendo que cada uma possui os seus sotaques próprios gerando, então, uma diversidade quanto na oralidade e escrita de amazonenses, nordestinos e cariocas por exemplo.

Por outro lado, é de se discutir os aspectos das desigualdades sociais quando relacionadas á educação. Por exemplo, há pessoas que deixam a escola pois precisam de trabalho para ajudar no sustento do lar e existem indivíduos que, por terem um bom poder aquisitivo, têm um fácil acesso ao ensino de qualidade.

E analisando, então, esse contexto, pode-se citar a reportagem publicada pelo portal de notícias G1 no ano de 2016. Nela, o médico paulistano Guilherme Capel foi denunciado pois zombou, em uma rede social, do dialeto de seu paciente ( um mecânico que precisou abandonar a escola para trabalhar) da seguinte forma: " Não existe peleumonia e nem raiôxis".

Portanto, os desvios de pronúncia e escrita da norma culta deve-se às desigualdades regionais do país e a um menor acesso aos ambientes educacionais. Fatos como o preconceito linguístico podem ser combatidos por meio de campanhas promovidas pelo ministério da educação junto ao da comunicação; nas redes sociais e televisão, eles promoveriam as diversidades linguísticas e um não preconceito nos dialetos.