Preconceito Linguístico
Enviada em 18/05/2019
Apesar da maioria dos brasileiros falarem português , seria equívoco afirmar que eles falam iguais, tendo em vista a enorme variedade na maneira de cada um falar, a qual se deve , principalmente, a origem geográfica, ao grau de escolaridade, a idade e a classe social. Entretanto, apenas essa diversidade não é capaz de combater o preconceito linguístico, que se caracteriza pela intolerante àquele que fala diferente. Nesse sentido, é necessária uma análise sobre tal impasse, a fim de combatê-lo .
A respeito disso, Maurizzio Gnerre diz em seu livro “Linguagem” que a Constituição afirma que todos os indivíduos são iguais perante a lei, mas essa mesma lei é redigida numa língua que só uma pequena parcela dos brasileiros consegue entender. A lógica do autor deixa explícita uma realidade, uma vez que muitos cidadãos são excluídos socialmente por não terem um acesso democrático a língua padrão. E , dessa forma, o direito constitucional de igualdade não é aplicado na prática, fazendo com que essas pessoas enfrentem, além do preconceito linguístico , o descaso das autoridades para com o entrave.
Além disso, é válido inferir que o preconceito linguístico pode acarretar danos psicológicos e complexo de inferioridade. Porém, estudiosos do assunto já afirmaram que não existe maneira correta de falar e sim maneiras distintas, o que deixa o preconceito linguístico sem fundamento e colabora para o seu combate. Mas, a não divulgação dessa informação, infelizmente, gera o oposto, agravando a situação.
E , portanto, é urgente a necessidade da adoção de medidas que possam interferir na problemática. Sendo assim, cabe ao Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação divulgar por meio de palestras quão grande é a diversidade linguística do Brasil, salientando que falar diferente não é falar errado e sim demonstrar cultura. E , assim, por meio do diálogo desestimular o preconceito linguístico e valorizar a variedade do português brasileiro