Preconceito Linguístico

Enviada em 13/08/2019

O preconceito linguístico não é uma invenção atual, ele se perpetua a muito tempo entre os cidadãos brasileiros. Como o Brasil foi um país povoado por pessoas de diversas localidades do mundo, acabou formando-se vários modos de falar uma única língua em diferentes estados. Contudo, essa grande diversidade gerou diferentes preconceitos que insistem até hoje, o que leva à consequências para a vida do brasileiro.

De acordo com o filósofo suíço Rousseau “O homem nasce livre, mas  por toda parte se encontra acorrentado” analogamente a isso pode-se dizer que nascemos livres em meio a uma sociedade presa em conceitos criados por eles mesmos. A falta de liberdade para se usar a língua portuguesa em determinados locais mostra quão preso se é ao uso “politicamente correto” da fala, tirando a forma de cada um de se expressar como bem entende. Portanto, essas atitudes mostram a necessidade de combater tais intolerâncias ao próximo.

Com o grande polo industrial que se formou no sudeste durante o século xx, houve um alto índice de êxodo rural do Nordeste em busca de uma melhora nas condições de vid a. Tal fato aflorou o preconceito de fala regional, que afetou diversas áreas da vida dos indivíduos que migravam. No entanto a língua é um organismo vivo que está em constante mudança e muitas pessoas não tem capacidade o suficiente para acompanhá-la. Como diz Bechara “Um bom falante é poliglota em sua própria língua”, é preciso aceitar a diversidade cultural existente e aprender com ela independente da localidade do próximo.

Em suma, é imprescindível a tomada de medidas para se resolver o impasse abordado. Posto isso, cabe  ao Estado, mediante ao Ministério da Educação e Ciência, um plano educacional que vise abordar e atentar a população quanto ao problema de intolerância e negligência às pessoas e à necessidade de adaptação ás mudanças que a língua sofre constantemente. A partir dessas ações espera-se promover uma melhora nas condições sociais e educacionais desse grupo.