Preconceito Linguístico
Enviada em 24/05/2019
Descaso. Inconsciência. Apatia. Esses elementos refletem a questão do preconceito linguístico no Brasil. Em meio a tantas mazelas - falta de acesso à educação, regionalidade, entre outras -, infelizmente muitas pessoas são discriminadas por fazerem uso de um vocabulário diferente da de outras. Com isso, surge a problemática da intolerância contra a variação linguística no país, causando impactos sociais, seja pela imposição de superioridade por alguns grupos regionalistas, seja pela escassez no acesso ao ensino.
Em primeiro plano, é irrefutável que o menosprezo contra diferentes regiões do país esteja entre as causas desse impasse. De acordo com o filósofo renascentista Nicolau Maquiavel, os preconceitos têm mais raízes do que os princípios. Em consonância a esse raciocínio, pode-se dizer que, no Brasil, a discriminação regional persiste intrinsecamente ligada ao pensamento de alguns cidadãos, desprezando, principalmente, valores éticos e morais. Desse modo, agressões físicas e verbais, por exemplo, são consequências desse problema, sendo assim, necessária intervenção do Estado contra grupos que exercem tal intolerância regional.
Além disso, destaca-se a baixa escolaridade como impulsionadora dessa problemática no país. Tal situação ocorre, por exemplo, devido ao fato de muitos estudantes abandonarem as instituições de ensino para exercer função remunerada. De acordo com o portal G1, em 2017 cresceu mais de 110% as denúncias de xenofobia no Brasil. Assim, por muitos colégios não incentivarem a presença do aluno e os mesmos não serem ensinados sobre a importância de valores morais e éticos, surgem pessoas menos empáticas que não respeitam seus compatriotas e praticam a intolerância e a violência em suas diversas nuances.
É inegável, portanto, que o preconceito linguístico na sociedade brasileira seja fruto do prejulgamento regional e da escassez no acesso ao ensino. A fim de atenuar esse problema, ONGs defensoras do acesso à educação devem estar presentes na vida escolar do aluno - acompanhando e incentivando -, por intermédio de visitas frequentes nos colégios, objetivando diminuir a evasão escolar. Ademais, é imperativo que o MEC dê maior importância ao tema nas escolas, por meio de aulas reforçadas de sociologia já no ensino fundamental, associando-o a valores de empatia, ética e moral. Assim sendo, essa problemática poderá ser minimizada e a nação verde-amarela terá o bem-estar exercido de forma plena.