Preconceito Linguístico

Enviada em 05/06/2019

A norma culta ainda é cobrada em muitos meios que se espera uma coloquialidade e essa cobrança tem como referência o nível de instrução linguística que um ou mais receptores possuem, sem considerar a orientação comunicativa, escrita ou falada, do emissor e é nessa instauração de parâmetro pessoal que ocorre o preconceito linguístico.

Os preconceitos podem derivar de um ideal a ser seguido e não alcançado por uma pessoa ou grupo que possuem ações e/ou características que diferem desse parâmetro imposto por um padrão de privilégio ou maioria, isto é, uma intolerância com a diversidade. Pensando o preconceito desta forma, pode-se dizer que a exclusão da necessidade de compreensão das variáveis linguísticas no processo educacional, leva o indivíduo a acreditar que existe uma posição hierárquica em que a norma culta está acima das regionalidades, falares, dialetos e demais produções da fala e escrita ao invés de apresentar que os níveis de fala são igualmente importantes e que o domínio ou até a noção da norma culta é esperado em determinados ambientes, materiais e locutores, com certa formalidade.

Ao se discutir este tema, é necessário entender o papel sociolinguístico na formação cidadã e acadêmica, uma vez que a comunicação é um marco evolutivo para nossa espécie chegar na atual organização social. Isso torna a compreensão das variáveis da nossa língua um tópico inerente ao processo didático, onde o aprendizado sobre a oscilação da nossa escrita e fala em diversos meios possibilita a melhor compreensão das mensagens.

É importante enfatizar que este preconceito segrega indivíduos com menor formação acadêmica, os mais ligados aos seus regionalismos e aos que utilizam os novos meios de se comunicar, o que distancia nossa língua da troca imprescindível para as transformações que todas as línguas faladas experimentam, ou seja, fixar a norma culta como única regra para o estudo é fomentar este preconceito e parar o processo da evolução linguística.