Preconceito Linguístico
Enviada em 09/06/2019
Nas histórias em quadrinhos da “Turma da Mônica”, um dos principais personagens, Cebolinha, sofre bullying por pronunciar determinadas palavras de maneira diferente. Fora dos gibis, situações como essas são reais em nosso país. Nas quais, pessoas sofrem preconceito pelo seu jeito de falar, seja pelo sotaque ou por não utilizar a norma culta da língua portuguesa, gerando uma série de consequências para a sociedade. Diante dessa perspectiva, torna-se necessário o debate sobre o tema.
Convém analisar primeiramente, o comportamento da sociedade perante a diversidade do nosso idioma. Dada a variedade cultural e social presentes no país, seria sensato pensar que os brasileiros respeitam as diferenças existentes na língua portuguesa. Entretanto, essa não é a realidade, prova disso é o preconceito que os nordestinos sofrem contra o seu modo de falar, como por exemplo, os ataques realizados na internet sobre o sotaque cearense da Miss Brasil em 2014.
Cabe destacar também que a discriminação linguística leva a exclusão social. Em nosso país, a norma culta é comumente associada à pessoas que tem um alto nível de escolaridade. Dessa forma, visto que a língua é um importante instrumento de interação entre indivíduos, temos que a parcela da população que não domina essa variante do idioma é excluída socialmente de alguns ambientes. Tais situações de imposição social, perante as diferenças linguísticas, são abordadas pelo escritor Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”.
Fica claro, portanto, a necessidade da tomada de medidas que possam reduzir o preconceito linguístico em nosso país. O Ministério da Educação deve fomentar o desenvolvimento de campanhas conscientizadoras. Isso pode ser feito por meio de parcerias com universidades e escolas, através da aplicação de palestras, abertas para toda a comunidade, com profissionais da área de comunicação, a fim de promover o respeito à diversidade existente em nosso idioma.