Preconceito Linguístico
Enviada em 07/06/2019
Na Grécia Antiga, gregos tratavam outros povos como bárbaros,uma vez que nessa cultura, aqueles que são soubessem falar a língua grega, seriam tratados como espécie inferior.Nessa perspectiva, pensamentos arcaicos se assemelham com os dos dias atuais,pois,percebe-se que os desafios do preconceito linguístico estão intrinsecamente ligados à realidade.Por conseguinte, é importante fazer um análise acerca da mentalidade preconceituosa persistente no meio social,outra sentença,a cultura do ódio enraizado na vida da população.
A princípio,pode-se tomar como primeiro ponto a ser ressaltado o preconceito que existe sobre as diferentes falas regionais no território brasileiro.Isso se dá porque, ainda no século XXI, persiste na mente das pessoas um sentimento de superioridade da língua.Ao observar por um prisma estritamente histórico,durante a segunda guerra mundial, Hitler tratava a raça ariana como superior em todos os requisitos,entre essas ideologias estavam a língua alemã dita como elegante e maior que as outras.Nesse sentido,uma gama da população tratam outras formas linguísticas como engraçadas e erradas,visto que em certas ocasiões se transformam em fontes de agressões verbais,dado que esses cidadãos começam a se sentirem excluídos por causa do seu modo de falar.
Em outro parâmetro,é notório enfatizar que as gírias de determinados grupos são reprimidas fortemente pelo meio social.Isso ocorre em detrimento do forte ódio enraizado sobre minorias.Consoante Alberte Einstein,“é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.Sob essa ótica, a população em grande parte é preconceituosa,haja em vista que maneiras de falar e gírias de minorias são extremamente repudiadas pela população.Essa conjuntura é exemplificada pelos códigos de homossexuais, nos quais utilizam para comunicação em grupo,sendo que muitos dos casos essas gírias são tratadas pela população como de virtude estranha.
Fica evidente,portante, a importância de encontrar norteadores ao ponto de minimizar a problemática discutida.Nesse viés,deve haver extensão universitária das faculdades de artes e teatro, com ciclos de programas teatrais abertos ao público,mostrando de forma dramatúrgica a grande variedade linguística existente no país ,tendo o fito de desenraizar o sentimento de superioridade da língua.Outrossim,cabe ao Ministério da Educação junto com os professores de língua portuguesa, intensificar projetos de palestras em escolas e ambientes públicos sobre o extenso ódio existente diante das gírias de determinados grupos minoritários,a fim de desagregar o preconceito linguístico.