Preconceito Linguístico

Enviada em 17/06/2019

Em 2016, o site G1 publicou uma reportagem em que um Médico debochou de um paciente na internet por não saber falar “corretamente”. O mesmo escreveu e fotografou em uma receita que não existia “peleumonia” e nem “raôxis” e publicou em sua rede social, o caso aconteceu em São Paulo. A partir desse fato, é indiscutível que a sociedade nacional deva buscar caminhos para combater o preconceito linguístico, problemática muito evidente  em coletividade, tanto pela discriminação, tanto pela exclusão que essas pessoas sofrem.

Primordialmente, é visível que a Língua Portuguesa sofre diversas variações em contexto regional, histórico, etário e social. Essas transformações acontecem independentemente do nível de escolaridade ou classe social, mas estão diretamente ligadas as influências que o país sofreu após seu descobrimento. A imposição da Língua Portuguesa por Portugal, além de influências linguísticas de países como França e Itália, no processo de colonização, estão diretamente ligadas a essas mudanças. Essas transformações devem ser aceitas, por serem importantes para a variedade cultural que o país apresenta.

Ademais, segundo o Linguista Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguístico: como é, como se faz” , não existe forma correta ou errada de se escrever. Também afirma que o conhecimento da gramática normativa é utilizada como instrumento de distinção e dominação pela população culta. Esse tipo de domínio contribui para a desigualdade social no país, uma vez que está ligada aos valores sociais. Pessoa que sofrem esse tipo de rejeição podem apresentar problemas de comunicação e, até mesmo, psicológicos.

Por fim, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, aulas ministradas por professores de Português sobre a pluralidade de estilos de fala existentes no Brasil, além de mostrar a problemática por trás do preconceito, com a finalidade de erradicar o problema, para que no futuro a sociedade possa viver sem o preconceito linguístico.