Preconceito Linguístico

Enviada em 29/06/2019

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como objetivo fundamental diminuir as desigualdades regionais. Todavia, desde a chegada dos portugueses no Brasil em 1500, a diversidade linguística tem sido um marco, no entanto, essa variação linguística tem gerado problemas sociais visto que existe uma grande falta de respeito entre regiões.

Em primeira instância, é perceptível que as diferenças linguísticas em um mesmo espaço são demarcadas por regionalismo, gírias e sotaques. Nesse sentido muitos indivíduos agem de maneira preconceituosa tornando assim diversas pessoas alvos de piadas ou agressões, geralmente nas redes sociais. Contudo, é contraditório que o preconceito linguístico se mantenha mesmo em uma sociedade formada pela diversidade.

Ademais a língua é, no Brasil, usada como mecanismo de opressão às classes sociais desfavorecidas e a banalização desses atos discriminatórios atuam no Estado como uma mola propulsora da exclusão social. Visto que, muitas pessoas se utilizam da linguagem verbal como uma segregação social, impulsionando as condições socioeconômicas diferentes e reforçando as desigualdades entre a elite e a massa marginalizada.

Infere-se, portanto, que a fim de reverter tais situações, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL) instituíssem projetos que incentivassem uma leitura diversificada, por meio das mídias e escolas, aumentando assim o interesse público e reconhecendo a pluralidade. Com isso assegurando que o Estado Democrático de Direito permaneça e estabelecendo na nação brasileira uma cultura inclusiva.