Preconceito Linguístico

Enviada em 04/08/2019

A partir do século XVIII, com o acontecimento da Revolução Francesa, a sociedade contemporânea foi transformada e moldada com base nos preceitos de liberdade e igualdade. Contudo, quando se observa o  preconceito linguístico, no Brasil, atualmente, constata-se que estes ideais não ocorrem na prática e a problemática segue profundamente atrelada à realidade nacional, seja em decorrência do preconceito sociocultural, seja pela estereotipação de algumas variantes feita em meio midiático. Nesse viés, é necessário encontrar subterfúgios para mitigar tal contrariedade.

Em primeira análise, pode-se responsabilizar o preconceito sociocultural como alicerce no que tange ao problema. Segundo o doutor em linguística, Eduardo Calbucci, a discriminação às variantes da língua portuguesa ocorrem devido a traços herdados historicamente. Nessa perspectiva, tal ideal verifica-se no âmbito social, na medida em que o homem branco é visto como erudito e correto, enquanto o homem negro é tido como analfabeto e inferior.

De modo análogo, tal vicissitude sofre influência da estereotipação feita pela mídia sobre algumas variantes da língua. No programa Zorra Total, a personagem Adelaide é vista pela cultura do centro-sul como negra, pobre e como alguém que “fala tudo errado”, fato que gera humor, pois não se adequa a padrões pré-estabelecidos pela sociedade excludente em que convive.

Depreende-se, portanto, que os preceitos franceses sofrem entraves devido ao preconceito linguístico. Por essa razão, o Ministério da Educação, em parceria de canais midiáticos, deve promover palestras e campanhas nas escolas, por meio da contratação de profissionais especializados no ensino das variantes da língua portuguesa, com o intuito de valorizar a educação completa. Desa forma, a sociedade será vigorosamente influenciada de forma a atenuar o empecilho e concretizar os ideias de liberdade e igualdade.