Preconceito Linguístico

Enviada em 11/08/2019

Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa o preconceito linguístico no Brasil, verifica-se que essa ideia iluminista é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, a insuficiência constitucional, social e educacional corroboram esse impasse, e a problemática prossegue inerentemente ligada à realidade do país.

Mormente, é cabível salientar o descaso da sociedade brasileira com o preconceito linguístico. Nesse âmbito, José Saramago, em sua obra ‘‘Ensaio sobre a cegueira’’, caracteriza a despreocupação da população frente aos problemas sociais. Destarte, de maneira análoga, as pessoas estão fechando os olhos para as causas e consequências do preconceito linguístico. Isso é intensificado devido à carência de políticas públicas que auxiliem o indivíduo sobre o respeito à língua de determinada região do país,  explicando-lhe que a diversidade linguística é essencial para a formação da identidade nacional e ensinando-lhe a ser um indivíduo consciente.

Outrossim, vale ressaltar que o preconceito linguístico é manifestado, principalmente, na oralidade. Em virtude disso, de acordo com Aristóteles, ‘‘o ser humano é social e precisa viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais’’. Ou seja, a sociedade brasileira deve procurar formas de eliminar o preconceito linguístico da escola, do trabalho e das redes sociais para que possa viver em harmonia. A Constituição Brasileira, agindo na  educação de qualidade e de fácil acessibilidade, é um dos principais fatores que ajudaria na harmonia aristotélica.

Urge, portanto, a solidificação de políticas públicas que visem a construção de um mundo melhor. Posto isso, a conscientização por parte da sociedade torna-se imprescindível, no entanto, essa conscientização deve ser adquirida na infância, logo, o Ministério da Educação em parceria com as Escolas, deverão promover palestras que abordem as causas e consequências do preconceito linguístico e como atenuá-lo na sociedade brasileira. Além disso, o poder Legislativo deverá intensificar leis relacionadas a punição de quem pratica o preconceito linguístico - construindo uma central de atendimento para pessoas que sofrem fisicamente ou verbalmente o preconceito linguístico - . Assim, com base no pensamento iluminista, poder-se-á gradativamente minimizar esse fato social.