Preconceito Linguístico
Enviada em 11/08/2019
A língua portuguesa está sempre em constante transformação, apresentando diversas particularidades no contexto regional,social, histórico e etário. Nesse sentido, o preconceito linguístico estrutura-se, quando uma variante é denominada como padrão, desprestigiando as demais, fazendo com que determinados indivíduos sofram discriminação.
É importante considerar que o Brasil apresenta dimensões continentais, fazendo com que a língua portuguesa varie e se adapte para atender as necessidades comunicativas e cognitivas do falante ou da ocasião. Segundo o escritor Marcos Bagno, autor do livro “Preconceito Linguístico”, essa discriminação surge da ideia de que existe uma única língua, baseada na gramatica normativa, não incluindo sotaques e expressões populares, colaborando para a prática da exclusão social.
Max Weinreich dizia: “A língua é um dialeto com exército e marinha”, afirmando que, muitas vezes, ela é utilizada como um instrumento de controle e dominação social, assim como ocorreu nos primórdios da colonização do Brasil quando o português, foi imposto como língua obrigatória aos povos indígenas e africanos a fim de dominá- los. O preconceito linguístico é perpetuado por meios de comunicação e pelo próprio sistema educacional. Indivíduos que sofrem com tal discriminação podem adquirir problemas de sociabilidade e distúrbios psicológicos.
É necessário para o combate do preconceito linguístico; campanhas criadas pelo Ministério da Cultura, que estimulem a desconstrução de estereótipos e projetos escolares que levem uma abordagem mais profunda ensinando sobre as variedades da língua e o respeito à diversidades. Além de programas nos meios de comunicação que ensinem sobre a pluralidade do idioma e a equidade entre todas as variantes.