Preconceito Linguístico
Enviada em 21/08/2019
É notório que a diversidade linguística brasileira foi construída ao longo dos anos e tende a ser um fator para cada vez mais haver o discernimento entre as culturas existentes em cada região nacional. Porém, a mídia tem um papel importante no ato de propagar o preconceito contra essa miscigenação, ao criar falsas premissas do que seria a forma coloquial, juntamente do papel fraco do estado em impedir que isso ocorra.
A priori, analisa-se que nas empresas televisivas influentes há um descaso para com tratamento de pessoas que falam e escrevem diferente do padrão mais aceito socialmente. Isso se ressalta ao analisarmos novelas da Rede Globo como “Chocolate com Pimenta” que apresenta personagens rurais que por pronunciarem palavras de maneira errada ocasionalmente, são amplamente julgados como estúpidos, e isso é visto na realidade, pois é referido como caipira – No dicionário “aquele que tem hábitos e modos rudes”- pessoas que detêm dessas características. Logo, a mídia é uma das principais disseminadoras do preconceito linguístico.
A posteriori, vê-se que mesmo com a clareza desse problema, o estado não adquire papel como tal para solucionar o problema. Isto é, ao se deparar até mesmo com profissionais da saúde que satirizam de seus pacientes por falarem de maneira coloquial, e não haver uma manifestação pública do ministério da cultura em relação a isso demonstra a sua concordância a preconceitos desse tipo.
De acordo com os fatos supracitados, faz-se necessário a adesão de medidas que visem diminuir o preconceito. Isto é, ao promover séries e programas de televisão que mostrem a variação de forma positiva, a mídia se sobressairia, atualmente, como em defesa da pluralidade linguística e, o estado, ao apoiar e subsidiar tais decisões, combateria o pressuposto de ser a favor de tais decisões. Somente assim, há de se mitigar o problema da miscigenação.