Preconceito Linguístico

Enviada em 24/08/2019

Com a democratização do acesso à internet e a explosão do uso das redes sociais, a forma como as pessoas falam, se expressam e escrevem, tornou-se ainda mais evidente. Uma simples postagem ou uma mensagem enviado informalmente para um amigo, pode gerar um dos grandes problemas da atualidade, o preconceito linguístico. Inquestionavelmente, é necessário o combate a essa problemática, pois o domínio da escrita e da fala é característica cultural de uma região, atenuando a diversidade da Língua Portuguesa no Brasil.

A priori, um dos principais vetores do preconceito linguístico são as redes sociais. Segundo uma pesquisa publicada pela revista Veja, mais de 68% dos usuários das redes sociais já sofreram algum tipo de preconceito quanto a forma que escrevem e se expressam em seus perfis e aplicativos de mensagens, trazendo sérios traumas para essas pessoas. Inegavelmente, isso deixa claro o real cenário desse problema, evidenciando a necessidade do combate a esse preconceito tóxico que têm deixado muitas vitimas nos últimos anos.

Outrossim, a falência da educação pública brasileira é também, a grande responsável por esse cenário. Segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SEAB), menos de 1,6 % dos alunos do ultimo ano do ensino médio, atingiram índices satisfatórios de aprendizado em Língua Portuguesa, segundo parâmetros estipulados pelo Ministério da Educação. Desse modo, fica evidente que é preciso uma mudança nesse quadro, exigindo do Estado a aplicação de recursos em prol da Educação, já dizia Paulo Freire: " Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda"

Nesse contexto, fica nítido a necessidade de uma mudança. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com as redes sociais, devem desenvolver campanhas virtuais e nas escolas, com o objetivo de informar sobre a pluralidade das formas de escrita e fala que existem pelo Brasil, também alertar sobre os sérios traumas que o preconceito linguístico pode trazer para as vítimas e  a sociedade como um todo. Somado a isso, o Governo Federal deve buscar em outros países, modelos de ensino que estimulem os estudantes a buscarem o conhecimento através da leitura, gerindo seu tempo e usando a tecnologia em prol do seu aprendizado. Somente assim será possível vencer esse preconceito que antes era velado e que tem aumentado nos últimos anos.