Preconceito Linguístico

Enviada em 30/08/2019

O período de 1500 na literatura é conhecido como quinhentismo, pois, caracterizou a chegada dos jesuítas ao Brasil. Devido a isso causaram diversas mudanças na vida dos indígenas, tal como a imposição da língua jesuítica aos nativos das terras. Em vista de que os jesuítas consideravam a língua deles superior e ridicularizavam a língua nativa. Isso mostra que o preconceito linguístico existe desde o ‘’descobrimento’’ do Brasil, é possível observar que é necessária a discussão para desconstruir esse prejulgamento sobre o outro.

Primeiramente, é importante observar que a origem da língua portuguesa é latina. Nessa perspectiva, pode-se analisar que muitos idiomas surgiram também do latim, tal como: italiano, francês, espanhol e galego. Isso mostra que não existe apenas um dialeto o certo e tão pouco apenas um modo de se falar, pois existe muita variedade de região e cultura. Por exemplo, a série de TV norueguesa skam, que teve vários países como Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Holanda, França entre outras tiveram a sua própria versão, a fim de que possam promover usas próprias culturas. Por conseguinte, faz com que haja uma pluralidade de culturas, assim como o linguista britânico Nicholas Ostler diz narrativas de historias até poderiam ser traduzidas, mas traduções não carregariam a função social original dessas histórias.

Além disso, é conveniente destacar o poema de Oswald de Andrade, Erro de Português, no qual diz a respeito à língua portuguesa que chegou e vestiu o índio, e o índio tinha despido o português. O poema do escritor faz uma analogia com a origem do português e como fez o índio parecer mais aceitável para a sociedade estrangeira com o idioma, mas que também subjuga toda a cultura indígena. Acerca dessa lógica, é importante ressaltar que o erro de português, no qual leva o título do poema, é o fato da dominação.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para que ocorra uma discussão sobre esse tema. Em primeiro lugar por parte das escolas públicas e particulares que deveriam elaborar trabalhos e conteúdos interativos sobre a cultura de diversos idiomas voltadas para o preconceito linguístico em reuniões e cursos pedagógicos elaborados pelo Ministério da Educação, com o objetivo que esse preconceito seja visto e também revertido da nossa sociedade atual, para que os educados vejam a história sobre outros viesses e conheçam as mais variantes línguas e jeitos de falar. Em conjunto com a Mídia em redes sociais, por meio de campanhas sobre a importância a variabilidade das culturas com psicólogos e sociólogos, a fim de que o preconceito se rompa da sociedade. Como diz John Locke conhecimento é poder, logo poderemos não cometer os mesmos erros do passado.