Preconceito Linguístico

Enviada em 24/09/2019

Segundo William Hazlitt, escritor inglês, o preconceito é o filho da ignorância. Com efeito, quando se discute sobre preconceito linguístico no Brasil, observa-se que existe um entrave no que diz respeito a esse assunto. Aliás, basta um olhar atento sobre a realidade, para perceber que há um julgamento do diferente e um pensamento errôneo acerca de que a variedade linguística esteja associada a fatores sociais. Nessa perspectiva, fica clara a necessidade de atenção a essas questões.

É irrefutável a ideia de que a variedade linguística no país é uma característica cultural. No entanto, de acordo com o doutor em filosofia, Marcos Bagno, o convívio com o diferente é o maior desafio a ser enfrentado pelas pessoas. Ao expor esse pensamento, Bagno certamente referia-se ao preconceito que incita ao julgamento do diferente e nesse caso, às maneiras distintas de fala, presente em toda a população do território brasileiro.

Outrossim a ser esclarecido é sobre a ideia de que há uma opinião formada por parte de determinados grupos sociais, porém errônea. Devido à miscigenação cultural advinda desde a chegada dos portugueses às terras tupiniquins, proporcionou-se a vasta variedade linguística do país. Todavia, pessoas de classes abastadas supõem apenas que tais variedades se devem pela falta de escolaridade ou até mesmo um status social inferior.

Em suma, são necessárias medidas capazes de exinguir o preconceito linguístico que assola o Brasil. Para tanto, o Ministério da Cultura, junto com o Ministério da Educação, devem criar projetos educacionais e culturais, que envolvam as escolas e toda a sociedade, como palestras e atividades , a fim de expor e apresentar a variedade linguística nacional. Além disso, a Mídia, como formadora de opinião, deve ser usada para a divulgação das diversas culturas e “sotaques” típicos do Brasil, com o propósito de atingir a todas as classes sociais. Dessa forma, pode-se almejar um país mais reflexivo quanto a essa forma de preconceito.