Preconceito Linguístico
Enviada em 03/09/2019
Segundo o poema “Pronominais” de Oswald de Andrade, existem maneiras distintas de expressar uma mesma ideia, sem classificá-las como certa ou errada, ou seja, a diversidade do uso da língua. Entretanto, o preconceito linguístico descriminam essas variações linguísticas. Nesse sentido, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Inicialmente, vale ressaltar que colonização brasileira contribui para a diversidade do idioma, isso é, diversas culturas e variações na comunicação. De acordo com o cientista Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo, do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, o preconceito linguístico encontra-se enraizado na sociedade brasileira, e as diferenças entre as regiões resultam no julgamento dessa pluralidade, pois, tudo que não se encaixa no padrão imposto é excluído socialmente.
Além disso, apesar de ser importante a existência da norma culta, a mesma acaba como instrumento de exclusão social. Já que, o país sofre grande desequilíbrio educacional, pois não são todos que tem ensino de qualidade e também existem diversas culturas. Porém, essas descriminações podem resultar nas vítimas o isolamento social e até depressão. Logo, a norma deve existir, mas as varias expressões geradas pelos seus usuários devem ser respeitadas.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) deve integrar na grade curricular de sociologia o tema, por meio de palestras com autoridades e debates entre os alunos, a fim de que seja desconstruído esse preconceito. Ademais, cabe ao Poder Legislativo, criar um projeto de lei que criminalize o preconceito linguístico, por meio de aberturas de postos de denúncias onlines para fácil acesso. Assim, observada essas ações, a dicotomia entre certo e errado deixará de existir.