Preconceito Linguístico
Enviada em 08/09/2019
De acordo com o artigo quinto da Constituição Federal Brasileira - promulgada em 1988 - todos cidadão são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo assegurado o direito à igualdade. Contudo, o cenário atual visto pelo preconceito linguístico que alguns grupos da sociedade sofrem no Brasil, impede que isso aconteça na prática, devido, não só à falta de educação da população voltada ao respeito, como também à falta de políticas públicas. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Hodiernamente, à falta de educação da população voltada ao respeito dos diversos grupos sociais e culturais presentes no país faz com que o preconceito linguístico persista. Indubitavelmente, existem esteriótipos que predominam, por exemplo o sotaque nordestino, geralmente visto como cômico ou inferior, essa visão é mostrada geralmente em novelas. A obra Cordel Encantado, é um exemplo que se passa no Sertão e o sotaque representado na ficção denota a forma que o nordestino é visto pelos demais lugares do país. Logo, apesar da Constituição ter sido baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, é notório que o preconceito existe e impede que isso seja posto em prática.
Ademais, além da falta de educação da população voltada ao preconceito, a ausência de políticas públicas também é um fator decisivo para que os nordestinos e os demais grupos que sofrem com tal preconceito, não se sintam inclusos. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu: O desrespeito está sobretudo na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Logo, o preconceito linguístico ainda é presente e pouco lidado como um problema político. Sob tal ótica, é indispensável que o assunto seja debatido para que a situação possa se reverta.
Destarte, infere-se, portanto, que ainda há embargos para solucionar de vez a inclusão dos grupos que são alvos do preconceito linguístico na nação. Dessa forma, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Cultura, por meio de leis federais incluam o preconceito linguístico como crime e seja punido com multa. Além de criar comerciais e campanhas socioeducativas na tv aberta e redes sociais, para que debatam a temática e enfatizem a realidade. Dessa forma, o preconceito linguístico seria visto como uma questão a ser debatida, minimizada e consequentemente erradicada, desse modo o previsto há 31 anos pela Carta Magna do país seria uma realidade.