Preconceito Linguístico

Enviada em 13/09/2019

No Brasil, em 1922, deu-se início a primeira fase do Modernismo, que se caracterizou pela quebra de paradigmas e a ruptura com os padrões estéticos impostos, sendo produzidas obras com valorização dos variados dialetos presentes no país. No entanto, vale mencionar que o preconceito ainda está presente em todos os lugares e em todos os meios, até mesmo na língua, ou seja, há diferenças linguísticas existentes dentro de um mesmo idioma devido a regiões com culturas diferentes, de modo que muitos indivíduos consideram sua forma de falar superior ao de outros grupos, o que é um grande propulsor da exclusão social e da violência(física, verbal e psicológica).

Dessa forma, é visível que o Brasil possui grandes dimensões continentais e, embora se fale a mesma língua, ela apresenta diversas variações e particularidades regionais. Mesmo sendo um país com grande diversidade de povos, o preconceito linguístico ainda é bem presente, de modo que gera uma exclusão social, pois parte se acha superior, além de gerar violência, pois acontece no teor de deboche, muitas vezes os afetados adquirem problemas de sociabilidade ou mesmo distúrbios psicológicos, devido ao grande preconceito.

De modo análogo, “Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo… Também a gramática não é a língua”, segundo Marcos Bagno. Certamente, fica evidente que as doutrinas gramaticais não se restringem à língua portuguesa falada pela população, e que a fala envolve bem mais do que regras, e sim culturas. Ademais, todas as variações linguísticas devem sere aceitas e respeitados por todos, de modo que venham ser consideradas como um valor cultural e não um problema.

Portanto, medidas se fazem necessárias para que o preconceito linguístico venha de fato acabar. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de palestras e aulas educativas, feitas por profissionais capacitados, que vise falar sobre as variantes da língua, explicando os motivos e a importância cultural, de modo que os alunos venham compreender e entender que o preconceito linguístico não deve existir. A atuação da mídia por meio de propagandas educativas que mostrem a importância das variantes, enfatizando o seu valor cultural seria uma ótima solução também. Dessa forma, o Brasil será um país mais harmônico e cheio de diversidades culturais e regionais.