Preconceito Linguístico

Enviada em 20/09/2019

No livro ‘‘Emília no País da Gramática’’ de Monteiro Lobato, é retratado que os gramáticos não podem mudar a língua, apesar de quererem que ela pare em um certo ponto do tempo. A língua não para nunca, sempre muda e evolui e por isso, não podemos dizer que diferentes formas de falar sejam erros, mas apenas diferentes. Com isso, a obra fala sobre Pedrinho, um menino que fez uma viajem pelo país da gramática, pois não gostava de decorar regras e nomes da linguagem. Fora da ficção, é fato que podemos relacionar ao mundo atual, de modo que a fala foi diversificada em outras formas de se expressar, junto a isso surge o preconceito linguístico.

Em primeiro lugar, é importante destacar que atualmente no Brasil, podemos observar que existe muitas formas de falar e de se expressar em cada tipo de Estado, pois mesmo mudando a sua forma de dizer, o sentido da palavra não muda, mas o preconceito linguístico surge do padrão imposto pela elite econômica e intelectual que é considerado como ‘‘certo’’ e, consequentemente, torna tudo errado aquilo que não esta ligado. De acordo com o filósofo Aristóteles, O homem é um animal político dizendo que todos tem a suas formas de se comunicar e isso é como se fosse política como falado em ‘‘Emília no País da Gramática’’.

Por conseguinte, presenciamos pessoas que não são aceitas em trabalhos por se utilizar de uma variedade informal da língua, ou sendo aceito no emprego, e com isso sendo motivo de risos e brincadeiras e assim por diante.

Portanto, é necessário que o governantes tomem providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira sobre o caso atual, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, livros que abordam defender quem não fala a norma culta e combater o preconceito contra quem fala ‘’errado’’, junto, criando campanhas publicitárias que detalham tudo sobre o preconceito. Somente assim combateremos a discriminação linguística.