Preconceito Linguístico
Enviada em 24/09/2019
Em meados de 1500, protagonizou-se na região do Brasil, a exploração e a colonização do povo indígena. Esse indício, para os locais, foi extremamente negativo pois, apenas do desenvolvimento gerado no país, a conduta aplicada fora desumana e preconceituosa. A língua local, por exemplo, sofreu retalhações e repulsas por não condizerem com o dialeto português. Desse modo, torna-se indubitável a relevância do debate sobre o preconceito linguístico e os seus efeitos no Brasil.
Por advento, é preciso salientar que, de acordo com o Filósofo Nicolau Maquiavel, o preconceito tem mais raízes que os princípios. E decorrente desse pensamento, observa-se que os cidadãos brasileiros se mantém conectados através de gerações devido aos princípios ensinados, como a fala. Entretanto, esse mesmo fator é usado para repulsar, reprovar e desrespeitar “o próximo” indivíduo por este apresentar um vocabulário e um ensino inadequado. O que vai contra ao preceito linguístico apresentado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura): O dialeto só pode ser caracterizado como adequado ou inadequado -perante um contexto.
Não obstante, o Linguista Marcos Bagno em seu livro A Língua de Eulália, não legitima a utilização dos termos “certo” e “errado”, pois, ferem os direitos legais e morais dos indivíduos. Apesar disso, esse preceito errôneo ainda é propagado na sociedade, como fora transmitido desde o período Quinhentista. E, análogo ao Cubo de Rubik (Cubo Mágico), observa-se as divergentes faces negativas provedoras desse empecilho, nas escolas. Tais quais, obtêm -em sua maioria- baixo investimento (capital) e de meios eficazes para produzir e ensinar conteúdos indispensáveis, como o que tange à temática.
Logo, torna-se essencial criar, no contexto brasileiro, uma cultural contrária ao preconceito linguístico. Desse modo, o Ministério da Justiça com o poder monetário, investirá 30% a mais do que o capital já proposto no setor educacional (MEC). Tal qual, efetivará-o em construções de instituições que permitirão “habitar” e produzir atividades, como competições e práticas nacionais (programas voluntários e disputas). Essa funcionalidade versátil poderá retirar, a médio e longo prazos, os cidadãos do Mito da Caverna de Platão e emergi-los em contextos adequados e positivos para a sociedade brasileira, assim, poderão desconstruir os hábitos maléficos e cortar as raízes negativas do Brasil pela raíz.