Preconceito Linguístico
Enviada em 26/09/2019
Preconceito linguístico é a discriminação existente entre os falantes de um mesmo idioma, onde não há o respeito pelas variações linguísticas, como sotaques, regionalismos, dialetos, gírias e demais diferenças da fala de determinado grupo. Um grupo literário que trabalha a regionalidade é a Segunda Fase do Modernismo, Geração de 30, explorando a diversidade da língua e deixando de lado a aversão. Um dos maiores problemas hodiernos no país, é a exclusão social que tal fator causa, dividindo os indivíduos da sociedade em grupos distintos.
O preconceito linguístico é muito recorrente no Brasil, pois vários falantes se consideram superiores e mais capacitados do que outros. É comum moradores da região Sul e Sudeste exerçam preconceito contra aqueles cidadãos provenientes do Norte ou Nordeste. Muito disso parte do pressuposto que seja necessário haver uma homogeneidade no modo de falar dos cidadãos de um mesmo país. Essa unidade linguística é um mito que deve ser quebrado, uma vez que a própria extensão do Brasil tem como resultado uma variação cultural gigantesca.
O preconceito linguístico acontece, na maioria das vezes, com um teor de deboche e desprezo, causando impactos que podem reverter em violência verbal, psicológica ou até mesmo física. Quem sofre esse tipo de discriminação pode desenvolver problemas de socialização no seu meio ou, até mesmo, distúrbios psicológicos.
A melhor forma de combater o preconceito linguístico é quebrar os mitos que cercam a fala “correta” da língua, principalmente conscientizando as pessoas da pluralidade e da diversidade cultural presentes no Brasil. Existem muitas variantes de região para região e nenhuma delas deve ser menosprezada por ser diferente. E o combate a isso começa nas discussões sobre o tema. Ainda muito incipientes, debates sobre discriminação são essenciais para o crescimento de uma sociedade, organizados por ONGs governamentais responsáveis pelos Direitos Humanos, visando o crescimento do povo brasileiro.