Preconceito Linguístico
Enviada em 26/09/2019
Desde a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, ocorreram diversas migrações para o território nacional, dentre eles, povos europeus, africanos e asiáticos, entre outros. Devido a isso, a cultura brasileira é muito rica em adversidade, e portanto, a língua portuguesa brasileira reflete a sua variedade regional e cultural, criando variedades linguísticas. Esta no entanto, não é reconhecida pela grande maioria dos brasileiros, devido ao isolamento geográfico, criando o chamado: preconceito linguístico. O que resulta em exclusão de determinadas pessoas.
Primeiramente, o Brasil possui elevada densidade demográfica na região Sudeste do país, cuja apresenta cerca de 68 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto regiões como o Nordeste possui apenas 27 habitantes por quilômetro quadrado. Esta alta concentração de pessoas em apenas uma região, agrava a situação do preconceito linguístico. Isso porque, as pessoas que habitam tal localização geográfica não estão adeptas a aceitar a variedade cultural e linguística, e em muitos casos excluem aqueles que não possuem a mesma oralidade ou escrita, que sua região. Desta forma, este ato acaba por tangenciar o Artigo 3 da Constituição de 1988, que garante liberdade de todos, independentemente de raça, cor, etnia, gênero, religião e região. Apesar disso, punições referentes ao preconceito linguístico não são tratadas com devida atenção pela população e nem mesmo pelo sistema judiciário.
Ademais, o sistema de educação nacional é precário, e por isso o preconceito estende-se àqueles com baixo nível de escolaridade, seja por falta de acesso às escolas ou por descaso à educação, com isso, as pessoas assimilam as diferenças linguísticas à pobreza e ao baixo intelecto. Além disso, a base curricular das escolas conta com a matéria “Língua Portuguesa”, contudo, essa trabalha somente a norma culta da língua, não representando suas variantes ,e em sua maioria, não considera nem mesmo sua existência. Sendo assim, as crianças crescem crendo que a norma culta seria a única forma de se expressar dentro da língua nacional. Podendo, quando adultos, praticar o preconceito e excluir diversas pessoas de seu círculo social e cultural.
Diante o conteúdo exposto nos parágrafos anteriores, cabe ao Ministério da Justiça criar sentenças rigorosas quanto a prática do preconceito linguístico, com penas entre 3 a 5 anos, inafiançável. Para assim, as pessoas reconhecerem com devida importância a negatividade que este ato traz. Além disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), necessita reformular a matéria “Língua Portuguesa”, tratando dentro das salas de aula, as suas diversas variedades, sem inferiorizar quaisquer, para que os alunos possam reconhecer as variedades linguísticas.