Preconceito Linguístico

Enviada em 26/09/2019

Na  série de quadrinhos do Chico Bento, a pluralidade linguística é abundante, entre o caipira e o formal. Fora da ficção, no Brasil, a linguagem é uma forma de segregação, porque quem não está no “padrão” é julgado socialmente, reprimindo muitos Chicos Bentos pelo país. Infelizmente, isso é evidenciado pelo livro Capitães da Areia e pela Escola de Frankfurt.

Primordialmente, no livro de Jorge Amado, percebe-se que a linguagem apresenta uma discriminação de classes sociais, no qual a alta sociedade baiana falam de forma rebuscada e os órfãos, informalmente. Nessa lógica, é imperioso que a linguística padrão destina-se as camadas mais ricas, por necessitar de uma grau de escolaridade que não chega as populações pobres. Desse modo, a fala se torna em uma forma de preconceito tão barbara, pois segrega indivíduos que já vivem em condições adversas. Assim sendo, é necessário que leve-se educação a essas pessoas.

Ademais, conforme Adorno, os meios de comunicação - que utilizam  a linguagem - oprimem os cidadãos. Nesse âmbito, é notório que  a linguística já possui um viés preconceituoso, porque a classe dominante a usa para manter-se na dominância. Dessa forma, como a Escola de Frankfurt apresenta, há a perseverança do segregação linguístico, pois os subjugadores querem aumentar o número de submissos. Logo, é mister que se combata esse preconceito social, para que a pluralidade da fala, como a de Chico Bento, se prolifere.

Portanto, para que ocorra mudanças contundentes, as famílias, como estrutura social, por meio de voluntariados  educacionais, devem levar um ensino as populações mais pobres e marginalizadas da sociedade. Desse modo, os filhos não carregarão o preconceito linguístico, pois conhecerão que as pessoas falam de formas diferentes, por razões socioculturais.  Assim, quando as crianças entrarem na escola, caberá ao professor apenas aprofundar o assunto, mostrando-lhes as variações da língua. A fim de que muitos Chicos tenham liberdade para falar do seu jeito.