Preconceito Linguístico
Enviada em 26/09/2019
O preconceito linguístico na sociedade brasileira não acontece de agora. Há anos podemos notar que há no país partes aonde a língua é “respeitada” e partes em que ela é tratada como se fosse engraçada e desrespeitada apenas por ser diferente do que foi escolhido como um bom padrão da língua. A partir disso, é fácil identificar que parte da população que fala diferente são desrespeitadas e com isso sofrem exclusão. Por isso, é preciso que a sociedade se mobilizem em prol de melhorar a situação desses indivíduos.
O Brasil é um país com uma cultura muito ampla e assim não é raro obter diferentes formas de expressão, de cultura, de artes e também da fala. A fala em específico é bastante diversa nas regiões do país. Por exemplo, há gírias faladas no nordeste que são incomuns no sudeste e assim por diante. Isso não deveria ser considerado como um problema, mas apesar disso há casos de retratar a cultura nordestina com preconceito, criando um estereótipo de que os nordestinos são menos capacitados e por isso são engraçados. O preconceito linguístico acaba acontecendo, por exemplo, quando se diz que nordestino não sabe falar e outras falas nesse sentido de criar a ideia de que as pessoas daquela região, por causa da sua fala, são inferiores.
Existe também a questão da escolaridade. Não é novidade que o Brasil passa por uma crise educacional, sobretudo quando falamos em escolas públicas brasileiras. Uma parte considerável da população não tem acesso às escolas. Como disse Paulo Freire, “Se a educação não muda o mundo, sem ela tampouco o mundo muda”. Assim, por conta da baixa escolaridade das pessoas que geralmente são mais pobres, aqueles com escolaridade mais alta se sentem no direito de inferiorizar essas pessoas atrás da fala. A educação, portanto, acaba sendo só uma arma para rebaixar o outro por meio do preconceito linguístico.
Por isso, o governo precisa melhorar a educação brasileira com o intuito de ensinar sobre as diferenças da fala e também conscientizar os alunos de que não é bom fazer chacota com o colega porque o jeito dele falar é diferente. Também é preciso retratar nas mídias que o respeito é necessário e não representar os personagens dos estereótipos como burros ou sem informação só por terem sotaque ou falarem diferente dos outros. Assim caminharemos para aquilo que Paulo Freire disse que é imprescindível para o mundo.