Preconceito Linguístico
Enviada em 26/09/2019
As Grandes Navegações, marco inicial da globalização, estimularam uma intensa miscigenação cultural entre os territórios, inclusive no Brasil, colônia de Portugal e abrigo de diversos imigrantes. Centenas de anos depois, apesar de toda a liberdade de expressão e diversidade, observa-se a ocorrência de preconceito linguístico no território brasileiro, produto de toda a diversidade cultural e linguística presente no país, devido à sua carga histórica. A essa situação, atribui-se um dos maiores empecilhos para a manutenção do respeito e divergência de oralidade regional e escrita.
Conforme visto anteriormente, há uma grande diversidade linguística no Brasil, com a presença, principalmente, de características africanas e europeias. Cada região possui seus traços culturais explícitos no seu modo de falar, e é vítima de preconceito cotidianamente, com agressões verbais e físicas. Como exemplo, pode-se citar os gaúchos que debocham do “oxe mainha” nordestino e concomitantemente são alvo da mesma agressão, com as expressões “bah” e “tchê”.
O constante avanço da tecnologia e das redes sociais propicia a criação de mais uma modalidade linguística, comumente denominada “internetês”. Quando utilizada em ambientes escolares ou no mercado de trabalho, ela pode prejudicar o indivíduo, tendo em vista que é uma linguagem coloquial e também pode ser citada como alvo de preconceito linguístico.
Em suma, para que haja um respeito mútuo entre a população brasileira em relação à diversidade linguística, o governo, juntamente com os educadores, deve criar campanhas de conscientização nas mídias e redes sociais, sobre a importância de respeitar todas as expressões regionais e variações linguísticas. As escolas precisam criar projetos e escoá-los ao público em geral, visando apresentar a História do Brasil, com toda a sua bagagem cultural. O Poder Judiciário deve punir adequadamente o indivíduo que desrespeitar o modo alheio de se expressar, com multas e trabalho comunitário.