Preconceito Linguístico
Enviada em 28/09/2019
Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, o professor Marcos Bagno aborda sobre diversos aspectos da língua e, que para ele, não existe uma forma “certa” ou “errada” de se comunicar. Em contrapartida, no contexto social, o preconceito linguístico é algo bastante recorrente e que, infelizmente, atinge inúmeras pessoas devido a maneira de expressar. Nesse âmbito, pôde-se analisar que não só o preconceito enraizado como também os fatores regiões estão relacionados nesse cenário. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, É fundamental destacar que o preconceito linguístico está relacionado desde o período colonial, onde a língua e dialetos faladas pelos indígenas foram suprimidos pelos portugueses. Nesse viés, muitos indivíduos são excluídos, descriminados e, até mesmo, impedidos de trabalharem em locais mais sofisticados devido aos sotaques, gírias e a maneira de expressar culturalmente. Nesse sentido, pode ocasionar em um cenário de maiores desigualdades sociais bem como gerar problemas emocionais nas vítimas. Sendo assim, é imprescindível que a população possa estabelecer, nas relações pessoais, uma maior alteridade.
A posteriori, cabe abordar que devido a extensa área territorial do mundo, cada cidade e/ou região apresenta um costume peculiar de comunicação. No entanto, por existir uma variante padrão, as demais variedades linguísticas são desprivilegiadas e, muitas vezes, são utilizadas para determinar o estereótipo de uma pessoa, por exemplo, o caipira, o nordestino, o favelado, dentre outros. Tal fato pode ser relacionado de acordo com o filósofo Rosseau, no qual afirma que o homem é produto do meio. Nessa perspectiva, um indivíduo que se desenvolve no âmbito de uma família preconceituosa, pode refletir os mesmos padrões de desrespeito com outros cidadãos. Dessa forma, é imprescindível que o respeito seja predominante nas interações sociais para minimizar tal premissa.
Torna-se necessário portanto que o Governo em parceria com o Ministério da Educação possam conscientizar os jovens sobre as variedades linguísticas por meio de palestras, ministrados por historiadores de diversas regiões, sobre os diferentes dialetos, as culturas e, também, das regiões do país, com o objetivo de garantir que as atuais e as próximas gerações sejam devidamente respeitadas. Ademais, é necessário que a mídia, como grande formadora de opiniões, possa divulgar nas plataformas virtuais alguns vídeos de pequena duração acerca de depoimentos e situações constrangedoras, vivenciadas por vítimas do preconceito linguístico, com o fito de construir uma sociedade mais igualitária e diferente do Brasil colonial.