Preconceito Linguístico
Enviada em 08/10/2019
Preconceito linguístico é a descriminação existente entre falantes de um mesmo idioma, onde não há respeito pelas variações linguísticas como regionalismo, sotaque, dialetos, gírias e demais diferenças de um determinado grupo. Dada a explicação do que é preconceito linguístico, nota-se que, no Brasil, tal prenoção é um fenômeno comum e deve ser coibida, uma vez que esse quadro contribui para exclusão social e fere o respeito as diferenças.
Primordialmente, torna-se necessário destacar que um dos precursores para ocorrência dessa súmula é a negação da existência das variantes da língua. Isso transcorre essencialmente por causa que, para muitos brasileiros, o português ‘‘correto’’ seria aquele que atende a todos os critérios da norma culta padrão, não sendo considerados os outros parâmetros que fornecem estrutura para formação de um dialeto, e por isso, as variantes da fala são consideras, por muitos, uma forma incorreta de se expressar. Correlato a esse contexto, o linguística Carlos Bagno, em sua obra ‘‘Preconceito Linguístico: O que é, como se faz’’, o português varia de acordo com a região geográfica, classe social e grau de instrução, e que desvalorizar todas essas condições pela ideia de um único e imutável linguajar não apenas é um perpetuador de preconceitos, com também contribui para exclusão social para com aqueles que não fazem o uso da norma culta padrão.
Outrossim, é substancial sobrelevar que havendo a exclusão social, consequentemente ocorre o desrespeito as diferenças, nesse caso, linguísticas. Nota-se que isso ocorre, por exemplo, quando uma pessoa nordestina é retratada em uma telenovela, sendo colocado como alguém rústico, ignorante e com fala nitidamente forçada, apelando para um tom pejorativo, que embora humorístico, não contribui de maneira positiva para imagem dos nordestinos. Consoante a essa situação, o filósofo Pierre Bordieu, afirma que a violação dos direitos humanos não consiste apenas no embate físico, o desrespeito está -sobretudo - na perpetuação de preconceitos que ferem a dignidade humana. Por conseguinte, vê-se que tal quadro não age de maneira favorável para valorização das variantes do português brasileiro.
Fazem-se prementes, portanto, medidas que visem deslindar tal vicissitude social. Destarte, as instituições escolares - responsáveis por estimular o pensamento crítico e educar a população - devem buscar conscientizar e construir respeito heterogeneidades do linguajar. Isso pode ser feito a partir de palestras, debates e distribuição de materiais didáticos que visem educar a população e toda comunidade. Em paralelo, a mídia deve promover propagandas e campanhas nos meios tecnológicos (rádio, tv e internet) que visem promove o respeito as variantes da língua, ajudando a promover um comportamento mais respeitoso por parte de todo esqueleto social.