Preconceito Linguístico
Enviada em 08/10/2019
A sociolinguística estuda o comportamento linguístico dos membros de uma comunidade e como as relações sociais o determina. No âmbito da mesma, percebe-se o preconceito linguístico, que se dá em função da existência do mito da língua única e homogênea como efeito da desigualdade na população canarinha.
Em primeira análise, fatores geográficos, econômicos e ainda culturais, consolidam variedades na língua falada, sendo a Norma Culta da Língua Portuguesa uma dentre tantas outras existentes no Brasil. A supracitada foi estabelecida como padrão em virtude de aspectos sociais, econômicos e políticos, uma vez que esta era falada pelas classes dominantes residentes nos grandes centros urbanos industrializados.
Em segunda análise, observa-se um impasse entre a língua e a gramática normativa, empregada pelas escolas brasileiras de forma autoritária e repressiva, ocasionando o preconceito linguístico. O linguista Marcos Bagno teoriza a permanência da crença de uma língua uniforme sob o aspecto das relações sociolinguísticas, desmascarando-a. Além disso, promove através de suas obras, que a língua não seja um obstáculo ou ferramenta de exclusão social.
Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério da Educação em parceria com as Instituições de Ensino, em concordância com Marcos Bagno, reconheçam a pluralidade linguística presente no Brasil e, quanto antes, capacite os profissionais de educação por meio de palestras e cursos a fim de considerar e respeitar a carga social e linguística do aluno ingressante, como forma de combate ao preconceito linguístico.
Desta maneira, a ideia da homogeneidade da Língua Portuguesa será desmistificada, rechaçando tal imbróglio da sociedade brasileira.