Preconceito Linguístico
Enviada em 06/10/2019
A Constituição Federal, de 1988, prevê, a todo cidadão o direito à saúde, trabalho digno e educação. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado permitiu o agravamento do preconceito linguístico, o que representa uma afronta direta à condição humana, pois interfere na interação social do indivíduo. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a precariedade na educação e a discriminação pela forma de falar.
Em primeira análise, cabe pontuar que o fator educação está entre as causas para a permanência do problema. Dessa forma, podemos ver nos noticiários passados em TV aberta e nos sites de notícias, que os estudantes das diversas regiões brasileiras, principalmente os das Regiões Norte e Nordeste têm encontrado enormes dificuldades no acesso à escola, em decorrência do tempo de deslocamento e o precário transporte fornecido, juntamente, com falta de investimento do Estado em educação de qualidade. Assim, gerando um grande desentendimento linguístico no país, dificultando a socialização entre os brasileiros.
Ademais, convém frisar que o preconceito social é também um obstáculo enfrentado pela parcela da sociedade que não domina o idioma padrão. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Desse modo, percebe-se que principalmente a população de baixa renda e as do interior são as que mais sofrem com a discriminação, pelo fato de possuírem diversas formas de falar sejam elas, regionais, históricas, situacionais e sociais. Sofrendo assim, rejeição por uma parte da população que não tem conhecimento das variações linguísticas existentes na língua portuguesa.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medida prática, é necessária uma ação mais organizada do Estado. Nesse sentido o Governo Federal, por meio de envio de recursos ao Ministério da Educação, financie projetos educacionais nas escolas, através de campanhas, palestras e também uma abordagem mais aprofundada nas aulas de língua portuguesa sobre as variações linguísticas, juntamente, com propagandas televisivas mostrando à toda população as diferentes formas de falar. Espera se, com isso a erradicação do preconceito linguístico e a integração do idioma no país, garantir o bem-estar e a educação da sociedade é garantir a ordem e o progresso da nação.