Preconceito Linguístico

Enviada em 07/10/2019

Desde o iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa a questão do preconceito linguístico no país,verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não desejavelmente na prática,e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.Nesse contexto,torna-se clara a presença da desigualdade social,bem como as variações da língua,que contribui para a persistência dessa problemática  na sociedade.

É indubitável,que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema.Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais,em qualificação profissional e em melhor suporte psicológico,medidas que tornariam o ambiente social muito mais coeso e saudável para os cidadãos,e devido às constantes transformações da linguagem,que só pode resultar no constante aumento  das diversas particularidades inerentes à língua.

Outro fator relevante,nessa temática,é a segregação social ,que ainda é agente ativo na manutenção e potencialização do preconceito linguístico frente à sociedade.Contudo,é fundamental pontuar os efeitos negativos da discriminação entre os falantes da língua : problemas de sociabilidade e até mesmo psicológicos. Pois, de acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de exterioridade,generalidade e coercitividade.

É evidente,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Destarte,cabe à sociedade em parceira com a mídia,a fim de buscar conscientizar,disseminar,nos meios de comunicação,propagandas que mostrem aos cidadãos o que a língua é um fator decisivo na exclusão social.Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire,a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.Ademais,o Ministério da Educação(MEC) deve instruir,nas escolas,palestras administradas por psicólogos,que discutam o combate ao preconceito linguístico,a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras,assim como na alegoria da caverna de Platão.