Preconceito Linguístico

Enviada em 09/10/2019

A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão brasileiro o direito à educação, saúde, segurança e liberdade de expressão. Contudo, quando se trata de preconceito linguístico, percebe-se que este encontra-se diretamente contra a liberdade de um determinado indivíduo expressar sua maneira de falar. Por isso, coloca-se em pauta a necessidade de avaliar os prejuízos que o preconceito linguístico tem causado no Brasil.

De fato, o país possui uma grande extensão territorial, dividido por estados e regiões. Cada região possui suas diferenças, culturas, estilo de vida e até mesmo pronúncias e palavras diferentes, o que causa um certo estranhamento quando apresentadas a indivíduos de uma outra região, por exemplo, Norte e Sul.

Historicamente, a Língua Portuguesa é derivada de vários outros idiomas, tendo influências de línguas como africanas, indígenas e europeias; por esse motivo, tornou-se um dos idiomas mais difíceis do mundo. Entretanto, sabe-se que o índice de preconceito com a Língua Portuguesa entre os próprios nativos tem aumentado cada vez mais. Dessa forma, como seria possível minimizar os prejuízos causados por zombaria de uma determinada população em detrimento de outra?

Destarte, é sugerido a criação de políticas publicas pelo Governo Federal e aplicação por meio do Ministério da Educação juntamente com as escolas de ensino básico com o objetivo de apresentar os mais variados dialetos, gírias e expressões de cada região brasileira, mostrando que na verdade, a diferença depende do ponto de vista. Além disso, cabe ao Ministério da Cultura produzir desenhos infantis com as diferentes expressões e palavras utilizadas no país, e assim, as crianças crescerão acostumadas com as diferenças que existem na utilização da Língua Portuguesa. Deste modo, garantindo os direitos estabelecidos na Carta Mãe brasileira.