Preconceito Linguístico

Enviada em 11/10/2019

Atualmente, o preconceito linguístico no Brasil é um grande problema, sendo algo intrínseco a desigualdade socioeconômica, que existe desde o período imperial. Tal discriminação pode ser fortalecida pela gramática normativa, podendo aumentar a segregação entre o povo brasileiro. Pretende-se, assim, abordar as principais causas, consequências e possível solução para o problema abordado.

Qualquer língua não morta está sujeita a mudanças conforme a sua região, o seu grupo social etc. Por causa disso, para a unificação da língua, é necessário um grau de inflexão nas regras gramaticais legalmente aceitas pelo Estado. Entretanto, famílias de baixa renda que, consequentemente, possuem um baixo nível de escolaridade, estão propensas a ter pouco ou nenhum conhecimento a respeito da gramática normativa visto que esta é ensinada para a população através das escolas.

Além disso, graças a séculos de desigualdade social e econômica, pessoas que não falam de forma “correta” são discriminadas e submetidas, pelas pessoas, a uma inferiorização. Como consequência, há um aumento de segregação e uma maior dificuldade de ascenção socioeconômica. Ainda por cima, o meio escolar não desincentiva e, por vezes, corrobora com tal preconceito.

Conclui-se que, para reduzir tal preconceito, o governo deve ensinar, nas aulas de português, as variações linguísticas mais conhecidas e incentivar o respeito a essas diferenças. Essas instituições, também, podem considerar tais dialetos como uma forma de diversidade e identidade cultural do país. Assim, espera-se uma redução do preconceito nas gerações futuras.