Preconceito Linguístico

Enviada em 10/10/2019

Chiado do carioca.Sotaque nordestino. “R” retroflexo do interior paulista. Todos esses elemento são aspectos das variações linguísticas no Brasil.Segundo,o linguista e Filólogo Marcos Bagno, em sua obra ”Preconceito Linguístico: o que é, como se faz” ,não existe uma forma “certa” ou “errada” do usos da língua e que o preconceito linguístico é propulsor da exclusão social.Resta, então, saber como enfrentar esse problema.

Em primeiro plano, devemos salientar que nosso país possui uma grande extensão territorial,é notório apresentar diversas variações e particularidades regionais relacionadas com questões históricas,sociais e culturais. Ademais, o preconceito linguístico acontece no teor de deboche ,geralmente, os indivíduos sofrem diversos tipos de violências(físicas,verbais,psicológica) e adquirem problemas de sociabilidade e distúrbios psicológico.

Outro fator decorrente, é o domínio da norma culta como um instrumento de ascensão social, ocasionando uma desigualdade, assim, as variedades linguísticas são consideradas inferiores.No entanto, precisamos lembrar que a língua é viva e mutável que vai se adaptando ao longo do tempo de acordo com os falantes.

Diante disso, podemos concluir que as instituições escolares devem apontar e explorar as diferenças regionais, com base nos avanços das ciências da linguagem tendo em vista à criação de uma sociedade democrática e igualitária.Além da participação escolar, a família e mídia na propagação da adequação linguística é fundamental para o fim do preconceito linguístico.Conformo o linguista Bagno,“O problema certamente está no modo como se ensina português e naquilo que é ensinado sob o rótulo de língua portuguesa.”