Preconceito Linguístico

Enviada em 17/10/2019

O preconceito linguístico no Brasil é algo recorrente. De acordo com o linguista Marcos Bagno, autor do livro “Preconceito liguístico: o que é, como se faz”, não há maneira certa ou errada de se comunicar. O preconceito linguístico vem de uma ideia ultrapassada, sendo esse, um grande colaborador para a exclusão social e hierarquia de culturas. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, é indubitável que o preconceito linguístico é um dos pilares para a exclusão social, tendo em vista essa distinção entre falar “certo” e “errado”. Em um país com uma vasta extensão territorial, no caso do Brasil, é natural que haja uma grande diversidade cultural fomentando uma hierarquia de cultura dentro de um mesmo país, partindo do pressuposto que seja essencial a homogeneidade no modo de falar dos cidadãos. Em consequência disso, as particularidades regionais passam a serem vistas de forma negativa, mas na verdade elas explicitam uma grande riqueza cultural, de modo que a língua portuguesa seja falada com uma grande variedade de estilos e particularidades.

Outrossim, segundo Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Nessa perspectiva, há uma ideia de que é preciso conhecer gramática para falar e escrever bem, isto está diretamente ligado a subordinação sofrida pela língua portuguesa à norma culta, sendo a gramática normativa e formal usada como instrumento de  poder e controle. Acredita-se que dominar a norma culta é ter um instrumento de ascenção social, esse mito é proveniente das desigualdades sociais presentes no Brasil, fazendo com que existam variações de comunicações entre as classes sociais.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para superar esse problema. É necessário que o Governo, por meio do Ministério da Educação, implemente nas escolas a discussão sobre as diferentes formas de se comunicar e que todas essas são válidas independentes da cultura. É preciso uma maior visibilidade do assunto, já que ele é tão recorrente, uma forma de fazer isso é conscientizando as pessoas através de anuncios feitos pela mídia em horário nobre, para que assim mais pessoas saibam que esse assunto é sério e muito recorrente. Dessa forma, espera-se dimunuir a incidência de casos como este.