Preconceito Linguístico
Enviada em 15/10/2019
Pluralismo linguístico
A filósofa e política Hannah Arendt defende o pluralismo político, ou seja, a importância de haver liberdade e igualdade política visando maior tolerância às diferenças que compõem a democracia. Tal tolerância está precária no âmbito linguístico do Brasil, visto que a mídia enfoca uma maneira “correta” de falar e os demais sotaques são ignorados ou ridicularizados pelo preconceito.
A priori, é necessária a diferenciação entre a norma culta - ou escrita; necessária ao entendimento geral na comunicação formal, e a oralidade, nem sempre formal, porém com bagagem cultural e histórica de um povo. A indiferenciação entre as definições ocasiona menor tolerância, que além de dissolver aos poucos o multiculturalismo, também proporciona menor aprendizado e respeito à outras tradições.
Com o intuito de valorizar outros sotaques, Graciliano Ramos, de Alagoas, e outros Modernistas da Fase de Consolidação, criaram obras com regionalismos e informalismos. Diferentemente dos autores, atualmente a mídia televisiva não cumpre com tal variedade, corroborando para a continuidade do preconceito.
Portanto, a revalorização da liberdade e igualdade de diferentes linguajares deve ser feita. Por isso, a mídia em conjunto com o Ministério da Educação devem proporcionar programas e comerciais nos quais permanece o formalismo, porém enfatize, respeite e difunda o sotaque original do jornalista ou artista. Os comerciais devem expressar a língua e a cultura local de diferentes ópticas interessantes, para cativar o telespectador. Assim, o pluralismo linguístico poderá tomar forma e a igualdade cultural na democracia será maior.