Preconceito Linguístico
Enviada em 22/10/2019
A linguagem informal tem se tornado cada vez mais frequente e usual, sofrendo alterações linguísticas de acordo com o ambiente e a cultura local. Essa variação linguística, porém, nem sempre é aceita, criando o chamado Preconceito Linguístico, tal qual tem caráter social, econômico ou cultural e gera uma enorme discriminação perante a população.
De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês responsável pelo desenvolvimento do conceito de capital cultural, o indivíduo sofre alterações sobre si de acordo com o meio em que habita, sendo uma dessas alterações a forma de escrever e falar. Um exemplo recorrente do preconceito linguístico é o uso de palavras típicas tradicionais como as palavras “bah” e “tche”, as quais se fazem presentes na cultura gaúcha, de forma que quando o gaúcho vai para outra parte do país acaba obtendo dificuldades de ser aceito perante a população local.
Outra situação semelhante é o cotidiano japonês, país no qual o domínio da linguagem culta define se uma pessoa é “melhor” ou “pior”. Nesse sentido, o desenvolvimento da linguagem vem acompanhado do desenvolvimento socioeconômico de determinado grupo, família ou indivíduo, havendo ainda uma crença na superioridade de sua própria cultura, teoria que se assemelha com o pensamento do antropólogo Edward Tylor, que concluiu que algumas culturas são mais evoluidas que outras.
Apesar de que o mais adequado perante a sociedade seja sempre zelar pela norma culta da linguagem, a população precisa aprender a conviver e aceitar as individualidades culturais regionais de cada parte da população, criando assim um ambiente cuja convivência possa ser melhor e onde não haja a mesma discriminação existente nos dias de hoje, não só no Brasil ou lado Ocidental do mundo, mas dele por completo.