Preconceito Linguístico

Enviada em 21/10/2019

Um preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico. No caso do preconceito linguístico, se trata da discriminação existente entre os falantes de um mesmo idioma, onde não há o respeito pelas variações linguísticas, como sotaques, regionalismos, dialetos, gírias e demais diferenças da fala de determinado grupo. Basicamente, se trata qualquer forma de julgamento depreciativo contra o modo como alguém fala.

No Brasil, que é um país de proporções continentais, o preconceito vem de membros da sociedade que se julgam superiores por possuir uma forma de falar mais próxima da norma culta, sendo que, a norma culta se trata apenas de um padrão estabelecido para manter mais formais os documentos, enquanto que a língua abrange qualquer forma de comunicação utilizada por um grupo, sejam expressões populares, gírias, sotaques e outras alterações na forma de se comunicar em um idioma que podem variar conforme a região não podem ser considerados formas incorretas de se comunicar apenas por não constarem na norma culta.

Esses preconceitos no Brasil, ocorrem principalmente por parte de sulistas e paulistas que consideram sua forma de fala e seu sotaque mais correto que a dos nordestinos. Infelizmente isso parte da ideia de que a linguagem de um país deve possuir homogeneidade entre seus cidadãos. Esse mito deve ser quebrado, uma vez que em um país com a grandeza do Brasil possui uma diversidade cultural enorme.

Ainda de acordo com o linguista e filólogo Marcos Bagno, que publicou, no ano de 1999, o livro: “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz". Também segundo este autor “não há maneira certa ou errada de se comunicar”. Para ele, o preconceito linguístico vem de uma ideia ultrapassada, de que apenas o português baseado na gramática formal e normativa é tido como a prática correta da língua.

Para resolução deste problema a cerca da forma como as pessoas se comunicam e os preconceitos que sofrem, é necessário algum meio de conscientização, por parte do ministério da educação ou por via de propagandas do estado, que a língua é “mutável” e passível de constantes alterações, de acordo com o contexto social, histórico e regional da população falante e que discriminação é um crime.