Preconceito Linguístico

Enviada em 21/10/2019

O preconceito linguístico é praticado com base nas diferenças linguísticas que existem dentro de um mesmo idioma. No Brasil, especificamente, não se trata de um assunto novo, mas que se baseia sobretudo em uma língua padrão, próxima àquela falada no centro-sul do país, utilizada como motivação para o desrespeito às outras formas de falar. Desse modo, a parte da sociedade que foge a esse padrão considerado aceitável sofre represálias e exclusão, sendo tida como menos capaz apenas por conta das variedades linguísticas não consideradas. Por isso, é imprescindível debater e buscar minimizar os efeitos do problema.

Em primeiro lugar, nota-se um quadro de educação precária no país, o qual acarreta o desconhecimento da população quanto à gramática da língua portuguesa. De acordo com uma pesquisa divulgada no Jornal Folha de São Paulo, mais da metade dos brasileiros não tem diploma do ensino médio. Por conseguinte, o menor nível de escolaridade costuma afetar o vocabulário dos indivíduos, justificando as incoerências na linguagem. Sendo assim, é preciso compreender a situação vivenciada por determinados cidadãos e delegar ao Poder Público a oferta de políticas educacionais de qualidade.

Certamente, o preconceito linguístico está presente na sociedade brasileira e gera consequências graves a população atingida. Por conseguinte, alguns cidadãos sofrem incômodos e privações sociais devido ao preconceito. Exemplificando, a escritora Carolina Maria de Jesus relata em seu diário como era descriminada pelo modo que se expressava e pelo seu local de origem, devido a isso evitava frequentar locais, onde sabia que seria julgada. Contudo, segundo a Constituição Brasileira, toda a população tem o direito de ir e vir, sendo livre para estar aonde quiser, todavia devido ao preconceito, Carolina era privada de ir a lugares e se comunicar, assim como diversos cidadãos brasileiros.