Preconceito Linguístico

Enviada em 21/10/2019

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação.Entretanto, não é o observado no Brasil atualmente, cujos cidadãos que não sabem falar e escrever o português baseado na gramática normativa sofrem preconceito e exclusão social, além de terem sua cidadania ameaçada.

A princípio, é indiscutível que ocorre um preconceito aos não falantes da norma culta.Nesse sentido, é pertinente trazer o discurso do linguista Marcos Bagno em sua obra “Preconceito Linguístico”, no qual defende que não se deve usar a forma de falar como forma de repressão, pois a língua de uma sociedade é mutável e variável.Ou seja, é necessário que haja uma consciencialização da sociedade, para que cidadãos com menor grau de estudo possam ter voz e não sejam tratados de forma diferente.

Além disso, a cidadania- conjunto de direitos e deveres de uma habitante de uma nação- que deveria ser inalienável independente de escolaridade é prejudicada, pois a partir do momento  que se diminui o peso do argumento ou reivindicação devido a diferença linguística, apesar da mensagem estar clara é claramente uma forma de opressão.

Portanto, é notório que parte do problema vem da forma como os cidadãos são ensinados desde jovens que apenas a forma normativa é o certo, o que acaba gerando um preconceito desde cedo.Logo, cabe ao Ministério da Educação criar palestras trimestrais em escolas publicas e privadas, as quais devem conter linguistas cujo objetivo será explicar que as variações são naturais, ademais nas aulas de português livros como o do Marcos Bagno devem ser recomendados.Dessa maneira, o Brasil se tornará um país que cumpre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e da voz aos seus habitantes.