Preconceito Linguístico
Enviada em 22/10/2019
De acordo com o artigo 3º da Constituição Federal de 1988, é objetivo do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, tendo em vista o preconceito linguístico na sociedade, percebe-se que tal objetivo não vem sendo alcançado. Diante disso, analisa-se que as metrópoles servem como exemplo da maneira correta de falar, bem como o uso da língua na norma culta em livros populares, provocam o assunto em questão.
Desta forma, é possível salientar que a superestimação do sudeste no Brasil causa o preconceito com as demais regiões. Isso acontece graças aos filmes e novelas que se baseiam no modo de falar paulista, visto que eles se mostram ricos e bem sucedidos, enquanto as demais regiões pobres. Em decorrência dessa fragilidade, muitas pessoas acabam adquirindo receio com outras variações linguísticas.
Ademais, nota-se, ainda que as pessoas prendem-se aos velhos preconceitos de “brasileiros não sabem português” veiculadas as práticas tradicionais de ensino, em virtude de que não existe um único modo de falar, sendo esse o espelho da escrita. Desta maneira, observa-se tais questões nas tirinhas de Chico Bento, personagem do autor Maurício de Souza, dado que sua professora o discrimina pela sua fala.
Torna-se, portanto, essencial o combate do preconceito linguístico no país. Em razão disso, as mídias de televisão, rádio e redes sociais possam disseminar por meio de propagandas, filmes e novelas uma sociedade igual para todos, acabando com o esteriótipo de rico e pobre, em consonância às suas falas. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as livrarias, bibliotecas e escolas, devem incluir livros que tenham variações linguísticas e que essas, por sua vez, sejam aceitas. Dessa forma, o Brasil pode alcançar a aceitação das várias linguagens que existem nesse vasto país.