Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2019
As mais diversas formas de falar têm de ser respeitadas. Em 2016, publicado pelo G1, a triste notícia que um médico estava zombando do seu paciente por conta da sua escrita tomou a internet. Esse tipo de ato reforça como cada vez mais o preconceito linguístico está presente na sociedade brasileira. Em vista disso, a falta de conhecimento sobre o tema e a consequente opressão da grande parte da sociedade sobre a diversidade linguística são os dois maiores entraves nessa problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que inúmeras escolas preparam minimamente os alunos em relação ao assunto abordado. Segundo o filósofo A. Schopenhauer, os limites de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Nesse sentido, vários alunos tendem a acentuar seus preconceitos, já que a escola pouco prepara os indivíduos no que tange as variantes linguísticas e ao seu contexto de utilização.
Em virtude disso, uma grande parte da sociedade, assim como o médico preconceituoso, age como um mecanismo opressor sobre a comunicação interpessoal. Explicado pelo filósofo Michel Focault em seu livro “Microfísica do Poder”, existem, na sociedade, estruturas de poder a fim dominar, intelectualmente, indivíduos que possuem menor conhecimento. Uma dessas estruturas de poder é a sociedade que, por pouco entendimento no assunto, perpetua as raízes amargas do preconceito linguístico.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o devido conhecimento sobre a variedade linguística no Brasil, urge que o Ministério da Educação e Cultura(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, propagandas, que sejam veiculadas em horário nobre, que detalhem as diversas formas de falar brasileira e ressalte o maior poder de uma língua: a comunicação. Somente assim, atitudes entristecedoras como a do médico irão ser amenizadas no diversificado Brasil.