Preconceito Linguístico
Enviada em 01/09/2020
No livro “Preconceito Linguístico - como que é, como se faz”, o autor Marcos Bagno, retrata sobre os diversos aspectos da língua, como o preconceito linguístico existente e suas implicações. Assim como no livro, essa discriminação é muito comum no Brasil e esse fator se da devido ao preconceito regional e também pela negligência por parte das escolas, corroborando para a disseminação do problema.
Primeiramente, o preconceito regional revela-se uma das principais causas desse problema. Tal discriminação ocorre devido a não aceitação dos indivíduos a respeito das diferenças presentes na língua e a variação linguística que diversas regiões possuem. Devido a isso, acreditam que exista apenas uma forma correta de se falar, desconsiderando toda variação linguística existente e dessa forma, ocorre atitudes como “zoações” e bullying com os indivíduos, gerando a discriminação. No livro “Preconceito Linguístico”, o autor constata que, no Brasil, a discriminação e a exclusão em relação a negros, pobres, analfabetos e principalmente com nordestinos, são acentuadas.
Em segundo lugar, a negligência por parte das escolas também costuma resultar diretamente no preconceito linguístico. Infelizmente, pouco é se falado das variedades que a língua possui, de como a falta de acesso as condições de ensino afetou na abordagem linguística de diversas pessoas. E esse discriminação ocorre quando instituto de ensino considera apenas que o ensino da gramática normativa, a norma culta, é a forma correta de se falar, excluindo todos aqueles que não sabem e não falam da forma que é ensinada, e desse modo, faz com que a própria escola seja responsável pela disseminação do problema. Segundo o Ator Paulo Autran, todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra a discriminação é válido.
Interfere-se, portanto, medidas são necessárias para resolver os fatores mencionados. O Ministério da Educação em conjunto com as escolas de todas as regiões, deve promover campanhas, debates, atividades, por meio de palestras em ambientes escolares, com a finalidade em discutir e conscientizar a população sobre o preconceito linguístico, de como ele afeta os indivíduos e atitudes que se deve ter para combater essa hostilidade. Além disso, auxiliar os familiares a abordarem esse tema dentro de casa, aconselhando os seus filhos a não terem esse tipo de atitude, e também aconselhar os professores a abordarem mais o tema dentro das salas de aula, conversarem sobre as variantes linguísticas de cada região, a fim de mostrar aos alunos que não existe uma forma correta de se falar. Dessa forma, talvez assim, a situação poderá ser amenizada no país.